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Como se faz um autarca

Procurando contrariar a perspetiva habitual da política autárquica centrada na figura do presidente da Câmara, o PS-Odivelas divulgou nos seus perfis do Facebook e do Instagram informações sobre os restantes autarcas do partido eleitos no concelho a 12 de outubro. Além dos vereadores do PS que acompanham Hugo Martins na Câmara, foram destacados os membros dos executivos das quatro juntas e os socialistas que presidem à mesa da assembleia de freguesia que integram. No total, encontram-se disponíveis 30 fichas individuais, cada uma das quais inclui dados como o nome e idade ou data de nascimento do autarca, os pelouros a seu cargo neste mandato, o seu currículo académico, profissional e autárquico e várias frases alusivas às nobres caraterísticas psicológicas (“rigor, proximidade e espírito de missão”, “uma forte defesa dos direitos humanos”, “um forte sentido de missão”, “capacidade de gerar consensos”, “paixão pelo espaço público”, “uma postura proativa e colaborativa”, etc.) que orientam o trabalho a favor da “comunidade” da figura em questão. Em alguns casos, são referidos o número de filhos do edil, os anos que este já leva de residência no município e outros pormenores biográficos.

 

Para lá do facto de que dois terços dos membros da amostra são homens, com as apenas 10 mulheres a apontarem uma ainda incompleta feminização do pessoal autárquico, é difícil identificar padrões no universo dos eleitos socialistas em Odivelas, tão diversas são as profissões e formações académicas daqueles que o compõem. Há autarcas do PS licenciados em Gestão, Direito, Naturopatia, Solicitadoria, Estudos Artísticos, Psicopedagogia, Relações Internacionais ou Ciências da Comunicação, tal como outros que não frequentaram o ensino superior. Alguns são empresários, outros trabalham por conta de outrem, mas também há quem tenha integrado a PSP (Rogério Breia) ou as Forças Armadas (Rui Simões, Daniel Ginja, Manuel Varela). O número de personalidades associadas profissionalmente à CMO ou a outras entidades públicas está longe de ser maioritário, embora existam casos relevantes como Nuno Gaudêncio e Ricardo Oliveira, enquanto, de acordo com os dados fornecidos, seis autarcas (20% do total) desempenharam cargos partidários no PS ou na JS.

 

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(Fonte da imagem: PS Odivelas)

 

A participação no movimento associativo é valorizada pelo desconhecido autor das notas biográficas por reforçar a ligação sentimental ao território dos futuros autarcas e permitir-lhes um conhecimento detalhado das “dinâmicas sociais e comunitárias” do município. O desporto destaca-se como porta de entrada no associativismo, tendo em conta que 11 (36,7%) dos membros da amostra aqui utilizada são ou foram atletas ou dirigentes de associações com atividades desportivas. Antes de chegarem às autarquias, seis socialistas envolveram-se no movimento católico através dos escuteiros ou de grupos formados nas paróquias locais. As associações de pais (quatro figuras da lista dirigiram coletividades desse tipo) e estudantes foram outra via de iniciação na causa pública, registando-se também ligações a IPSS, aos Bombeiros Voluntários (Manuel Varela e Fábio Lourenço), à Amnistia Internacional (Mónica Vilarinho) e a instituições não identificadas. Esta importância do associativismo enquanto fonte de autarcas não é exclusiva do PS, com o PSD local a incluir outros nomes do dirigismo como Rui Teixeira, Ana Monteiro e Pedro Martins, ao passo que o PCP foi conhecido durante muitos anos pela presença frequente dos seus militantes nos órgãos sociais de clubes desportivos e associações de moradores.

 

Nos concelhos mais rurais e menos populosos, assiste-se ao tradicional domínio por um grupo restrito de famílias dos cargos diretivos de entidades locais como clubes, autarquias, misericórdias e corporações de bombeiros. Nas áreas urbanizadas, apesar da escolha de dirigentes partir de uma base de recrutamento mais vasta, o tecido associativo tem enfrentado dificuldades de renovação. Durante o refluxo do associativismo que se seguiu ao boom das décadas de 70 e 80, a participação dos cidadãos em coletividades começou a escassear e os lugares de direção, com todo o trabalho árduo e não remunerado que implicam nos pequenos clubes e organizações de solidariedade, tornaram-se cada vez menos atrativos. Ao mesmo tempo, o número de indivíduos disponíveis para serem militantes de partidos políticos e assumirem funções autárquicas também seguiu uma tendência descendente, contribuindo para que autarcas e líderes associativos sejam frequentemente as mesmas pessoas, inclusive em cidades da dimensão de Odivelas. O associativismo fornece, de resto, aos seus dirigentes uma visibilidade e uma rede de contactos que facilitam a entrada na política concelhia. No entanto, seria curioso comparar as origens sociais e profissionais dos autarcas eleitos pelo PS com os percursos típicos nos partidos mais recentes, em particular no Chega, Livre e Iniciativa Liberal. Possuirão estas formações ideologicamente mais homogéneas uma reforçada capacidade de atração de figuras com perfis diferentes, sem as habituais ligações às “forças vivas” locais e com experiências favoráveis a novas práticas no poder autárquico? Apenas através de recolhas de dados semelhantes à empreendida pelo PS odivelense poderemos aproximar-nos de conclusões a esse respeito.

Terras do Demo

O Diabo surgiu a 10 de fevereiro de 1976 sob a direção de Vera Lagoa, constituindo o caso de maior sucesso e longevidade da imprensa de direita criada no pós-25 de Novembro. A caneta afiada de Lagoa rapidamente levou o Conselho da Revolução a punir o periódico com uma suspensão durante a qual a jornalista lançou O Sol, cuja redação foi alvo de um ataque bombista, antes de O Diabo regressar definitivamente às bancas já em 1977. Marcado pelo anticomunismo e pelos ataques de Lagoa à “cambada” que dominava a cena política desde o 25 de Abril, O Diabo contava ainda com o valioso trabalho de Augusto Cid, autor do grafismo, dos cartoons e ilustrações espalhados pelas páginas brancas do jornal e, a partir de 1981, de artigos de investigação sobre o alegado atentado de Camarate. Para lá do noticiário político e das crónicas de colunistas como José Miguel Júdice, o semanário incluía secções variadas acerca de livros, cinema (onde o crítico Eurico de Barros se destacou) ou gastronomia. O Diabo ganhou um público fiel entre o “povo de direita”, mas o aparecimento em 1988 de O Independente, que contratou Cid e apresentou uma frescura irreverente sem nada a ver com o passadismo do jornal de Vera Lagoa, pôs em causa o êxito deste. De resto, o desaparecimento da némesis de O Diabo, o periódico oficioso do PCP O Diário, assinalava um mercado cansado de jornais engagés. Após a morte de Lagoa em 1996, o semanário perdeu a sua identidade ideológica e ganhou pluralidade, entrevistando figuras de todos os quadrantes políticos. No entanto, a restante comunicação social apenas referia O Diabo a propósito dos textos nele publicados por Alberto João Jardim. Quando o então presidente do Governo Regional da Madeira interrompeu a colaboração no jornal, este tornou-se praticamente invisível.

 

Na década de 2010, já com Duarte Branquinho na direção, O Diabo era outra vez um periódico alinhado à direita que José Pacheco Pereira lia apenas devido à sua curiosidade por aquilo que os (aparentemente) últimos saudosistas do Estado Novo escreviam. O semanário era preenchido quase na íntegra por artigos de opinião, à exceção de raras entrevistas e breves textos com as notícias da semana. Em 2016, Miguel Mattos Chaves assumiu o cargo de diretor e O Diabo adotou uma linguagem mais neutra e sóbria, com novidades como Henrique Neto no painel opinativo. Contudo, a partir do ano seguinte, agora com Cecília Alexandre à frente do órgão pertencente à empresa Pixeldecimal, cujo único acionista, Fernando de Brito Cabral, exercia desde 2010 as funções de administrador, o jornal criado por Vera Lagoa voltou a ser a voz da extrema-direita portuguesa. A crise da imprensa avançava pelo mundo, mas não tinha coragem de entrar na Azinhaga da Fonte, a rua lisboeta onde se situa a redação de O Diabo, produtora de um jornal com 24 páginas que afirma manter uma tiragem média mensal de 25 mil exemplares. Com vendas em banca irrisórias, publicidade inexistente, uma presença digital menos que rudimentar e assinaturas insuficientes para explicar a sua sobrevivência, O Diabo transformou-se num enigma para as poucas pessoas que sobre ele refletiam. Havia quem especulasse que o financiamento do periódico provinha de Henrique Neto, autor de artigos (todos eles poderiam ser resumidos na frase “eu avisei, mas ninguém me ouviu”) que davam sempre origem a manchetes ou chamadas de capa nas sucessivas edições do semanário, mas essa teoria parecia incapaz de decifrar o mistério.

 

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Nos últimos anos da direção de Cecília Alexandre, O Diabo conheceu alguns esforços de renovação quer no grafismo quer na tentativa de diversificar a lista de comentadores, indo além do estereótipo do velho reacionário. O jornal passou a refletir o pluralismo obtido pela direita ao abrir as suas páginas a militantes de PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal, além de procurar atrair a colaboração de mais mulheres. Outro objetivo da publicação foi rejuvenescer o conjunto de colunistas, com a nova secção “O Diabo a quatro” a apresentar as respostas de jovens ligados aos quatro partidos da ala direita do Parlamento à pergunta colocada em cada semana. O antigo representante do PSD nessa página, Cristiano Luís Gaspar, acaba de se tornar o diretor de O Diabo, numa mudança de rostos que pretende iniciar um novo ciclo na história do jornal à beira do cinquentenário. Na edição de 5 de dezembro, Cristiano Gaspar assina o seu primeiro editorial (reproduzido novamente, palavra por palavra, no número de 12 de dezembro), agradecendo a confiança recebida da administração e anunciando a intenção do periódico de “liderar uma geração de portugueses” ainda insatisfeita após meio século de democracia. Para tal, será necessária “uma estratégia clara de modernização e proximidade” que melhore a edição em papel, aposte nas redes sociais e faça O Diabo regressar às “ruas, escolas e universidades”. O até aqui discreto Fernando Cabral também veio a público garantir que o jornal por si gerido “não abandona a luta”, apesar das dificuldades enfrentadas pela imprensa, e manter-se-á como “um símbolo do não conformismo”.

 

As primeiras duas edições do “novo” mafarrico da Azinhaga da Fonte revelam de facto, apesar da persistência das colunas de velhos conhecidos como Henrique Neto, Brandão Ferreira e Aristóteles Drummond, transformações ao nível da estrutura do jornal. Entre os comentadores de O Diabo, abundam agora jovens nascidos já no século XXI e responsáveis por várias das diferentes secções (“Academias”, “A mula da cooperativa”, etc.), enquanto João Henrique Roque substitui Cristiano Luís Gaspar em “O Diabo a quatro”. Surgem igualmente artigos não assinados, em particular nas páginas centrais, dedicadas à análise de um tema específico, seja ele o pacote laboral ou os candidatos às eleições para a Presidência da República. Continua o scouting de novos valores das direitas e lançam-se páginas acerca de temas jurídicos ou questões regionais. O mais curioso, no entanto, é a presença no semanário de figuras com alguma visibilidade mediática, entre elas João Gonçalves, Rodrigo Alves Taxa e Helena Ferro de Gouveia. A página 3 encontra-se reservada para as palavras de um “Protagonista” convidado em cada número, função já desempenhada por Tim Vieira e pelo ex-Volt Tiago Matos Gomes. Tendo em conta a marginalidade vivida por O Diabo durante um largo período, mesmo dentro dos setores de direita, é possível que o “filho” de Vera Lagoa comece a pouco e pouco a sair da escuridão e celebre os 50 anos atraindo o interesse das massas adeptas da atual maioria parlamentar, ainda para mais quando o mercado mediático passou a estar sedento por sectarismo.

 

O cinema na Sociedade

Um artigo de Cristina Tomé contém a informação essencial acerca da história da exibição pública de cinema no território do concelho de Odivelas e dos vários espaços onde decorreram os contactos da população local com a Sétima Arte. Contudo, no que respeita às projeções de filmes realizadas pela Sociedade Musical Odivelense (SMO), é atualmente possível acrescentar aos elementos recolhidos por Tomé alguns dados presentes em textos da imprensa e no livro de Fernanda Moroso Sociedade Musical Odivelense, 160 Anos (1863-2023), editado em 2023 pela Câmara Municipal de Odivelas. Assim, sabe-se que as primeiras sessões cinematográficas promovidas pela Sociedade ocorreram em 1928 numa sala cedida pelo Odivelas Club “Os Passarinheiros”, uma coletividade com atividades culturais e recreativas que optaria em outubro de 1930 pela dissolução, entregando o seu espólio à SMO (O Século, 03-11-1930). Os filmes, com títulos hoje desconhecidos, eram então exibidos por privados que atribuíam à Sociedade uma parte das receitas de bilheteira. A inauguração em 1931 da sede da SMO na Travessa da Mina (a atual Rua Maria Gomes da Silva Santos) forneceu à associação um espaço fixo para a projeção de cinema, tendo um ofício de 10 de julho de 1936 da 1.ª Secção de Fiscalização Elétrica, integrada no Ministério das Obras Públicas e Comunicações, aprovado a instalação elétrica do equipamento. Entre as obras exibidas entre 1938 e 1939 em Odivelas, encontravam-se as longas-metragens portuguesas Maria Papoila, Os Fidalgos da Casa Mourisca e Aldeia da Roupa Branca. A venda de bilhetes para as sessões de cinema depressa se tornou o principal sustentáculo financeiro da Sociedade Musical Odivelense. No entanto, seria necessário realizar periodicamente obras, como aconteceu em 1947, para dar ao salão de festas da SMO condições de acordo com as exigências da Inspeção-Geral dos Espetáculos.

Na década de 50, conflitos entre os dirigentes da Sociedade e dos Bombeiros Voluntários de Odivelas terão levado os segundos a denunciarem a falta de condições de segurança do espaço utilizado como cinema. Obrigada a renovar as suas instalações, a SMO pediu em 16 de setembro de 1957 ao Montepio Geral um empréstimo de 300 contos, com o edifício da sede como garantia, para efetuar os trabalhos de acordo com projetos já aprovados pela Inspeção-Geral e pela Câmara de Loures. Apesar de assegurar ao Montepio que a futura exploração do cinema numa Odivelas “em pleno desenvolvimento” urbano e demográfico permitiria o rápido pagamento do empréstimo, a direção da coletividade fundada em 1863 não conseguiu crédito bancário. Mesmo assim, a SMO obteve em algum lado o dinheiro para as obras que lhe permitiram retomar em 1959 as sessões cinematográficas na sede, com Sebastião Monteiro Freire (1927-2020) como projecionista. Dirigente da SMO e presidente da Junta de Freguesia de Odivelas já depois do 25 de Abril, Sebastião Freire recordaria, numa entrevista ao Jornal de Odivelas de 3 de dezembro de 2009, os anos em que exibira cópias em mau estado de filmes vistos muito tempo antes nos cinemas de Lisboa e que eram alugados por 150 ou 170 escudos às distribuidoras. Apesar disso, o cineteatro da Sociedade, com plateia e dois balcões, estava habitualmente cheio durante as sessões iniciadas por volta das 21.30 às quartas, sábados e domingos, para além das matinés dominicais e de projeções especiais para sócios, crianças ou recolha de verbas a favor de pessoas necessitadas. Por exemplo, em 15 de janeiro de 1967, Mary Poppins foi exibido numa “matinée infantil” às 14.30 desse dia.

 

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("Museu do Cinema" na sede da SMO. Fonte: Sociedade Musical Odivelense)

 

Paralelamente aos espetáculos cinematográficos na sede da SMO, verificavam-se esporadicamente desde a década de 30 projeções ao ar livre em locais cedidos por particulares como Antunes Branco, que permitiu em 1938 a utilização do seu quintal pela Sociedade. Mais tarde, a SMO contratualizou com Valentim Duarte das Neves a criação num terreno deste, situado na Rua do Souto, da Cine-Esplanada, inaugurada em 29 de junho de 1956 e explorada diretamente a partir de 1958 pela Sociedade, que se tornaria proprietária do espaço já em 1977. Todos os Verões, a Cine-Esplanada, com capacidade para acolher 543 pessoas e cuja licença definitiva de funcionamento foi atribuída em 1967 pela Inspeção-Geral dos Espetáculos, reabria após trabalhos de reparação (particularmente necessários em 1968, depois das cheias de novembro do ano anterior terem coberto de lama bares, lavabos, bilheteiras e todo o terreno) e, caso as condições atmosféricas o permitissem, mostrava cinema a famílias e casais de namorados oriundos de Odivelas, Ramada e povoações vizinhas. A reunião de centenas de odivelenses transformava as sessões da Cine-Esplanada em autênticos eventos sociais, com uma programação composta sobretudo por terror, westerns, produções de Bollywood e filmes de artes marciais protagonizados por Bruce Lee a servir de pretexto para o convívio dos jovens. A partir de 1974, o espaço da Rua do Souto acolheria ainda eventos políticos, entre eles o primeiro comício organizado pelo PCP em Odivelas.

A venda dos bilhetes de cinema conferidos pelo porteiro, um maneta conhecido por Sr. Mário, foi ao longo de várias décadas a principal fonte de receita da Sociedade Musical Odivelense, financiando as restantes iniciativas culturais do organismo. Porém, ao ser entrevistado em fevereiro de 1979, o então presidente da SMO, José Oliveira da Silva, queixou-se de que, apesar de não existir mais nenhum cinema em Odivelas, a sala com 289 lugares da sede raramente esgotava (A Capital, 21-02-1979). Para lá da exibição dos filmes mais comerciais, a coletividade pensava em criar um grupo dedicado ao “cinema de qualidade”, mas por volta de 1986 o cineclube ainda estava “em formação” e à procura de sócios. Entretanto, a generalização da televisão e a expansão de transportes públicos e individuais facilitadores do acesso a Lisboa mudavam os períodos de lazer dos odivelenses. A abertura das salas de cinema dos centros comerciais Kaué (1980) e Oceano (1984), disponíveis para as últimas estreias e mais modernas e confortáveis que os espaços da SMO, também contribuiu para a queda a pique dos rendimentos desta. Em 1985, o edifício do centro histórico da futura cidade ainda acolhia sessões de cinema, com uma produção diferente em cada dia, enquanto a Cine-Esplanada, longe da harmonia familiar de outrora, exibia “filmes violentos e pornográficos” cujo público se envolvia em frequentes confrontos (Acção, 28-07-1989). Forçada a aceitar a nova realidade, a SMO suspendeu a divulgação do cinema ao fim de cerca de 60 anos. Desde então, o salão da Rua Maria Gomes da Silva Santos acolhe sobretudo atuações da banda da Sociedade, ao passo que o local da esplanada se tornou um parque de estacionamento. Ficaram as memórias de gerações de odivelenses a quem a SMO deu a conhecer as maravilhas do cinema.

 

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(Fonte: Odivelas Slideshow)